Conselho Consultivo Internacional

Conheça, a seguir, alguns dos especialistas em planejamento e desenvolvimento urbano que acompanham a elaboração do Plano SP 2040.

GREG CLARK: COORDENADOR

Greg Clark, que vive em Londres (Inglaterra), é conselheiro global sobre planejamento estratégico para cidades do mundo. Antes de prestar consultoria sobre o SP2040, Greg Clark conduziu diversos processos de planejamento estratégico em Londres, de 1989 a 2004, além de ter exercido essa sua especialidade em Barcelona, ​​Toronto, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Cidade do México, Sidney, Mumbai, Auckland, Melbourne, Glasgow, Madri e Milão. Clark esteve à frente de mais de 30 relatórios internacionais de estratégia e planejamento de cidades, trabalhando principalmente na OCDE, e conduziu pesquisas em mais de 100 cidades ao redor do mundo. Em breve, ele dará apoio aos novos processos de planejamento estratégico de Moscou e Nova York. Seus cargos atuais são:

  • Pesquisador Sênior, Urban Land Institute (ULI), EMEA/India
  • Presidente da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) Forum on Development Agencies and investiment Strategies
  • Presidente da Britânica BIDs (Business Improvement Districts)
  • Acessor, Banco Mundial Urbanisation Knowledge Platform
  • Pesquisador Sênior não residente, Instituto Brookings, Washington
  • Associado, London School of Economics (LSE), London
  • Membro, Future of Cities Advisory Board, Universidade de Oxford
  • Membro do Conselho Consultivo do Greater Manchester LEP
  • Professor, City Leadership, Cass Business School, City of London
  • Conselheiros Global de Cidades, Cap Gemini

De 1988 a 2006, Greg Clark exerceu inúmeros cargos de liderança em Londres, incluindo: assessor da Cidade e do Desenvolvimento Regional, do Gabinete do Vice-Primeiro-Ministro e do Governo do Reino Unido, diretor executivo de estratégia e comunicação da Agência de Desenvolvimento de Londres, diretor administrativo de desenvolvimento econômico da “Greater London”, diretor executivo da Agência Empresarial de Londres: “Uma Londres”, e diretor de programas internacionais a serviço da London Docklands Development Corporation.

Greg Clark recebeu o prêmio “Harkness FellowShip” em política urbana comparativa (1995) e o prêmio John Shields por sua contribuição de destaque internacional para a cidade de Barcelona (2010). Ele também é pesquisador da Royal Society of Arts.

MICHAEL ENRIGHT

“Um dos gurus do mundo em estratégia de liderança”, na opinião de The Academy of International Business, Michael Enright é professor da Universidade de Hong Kong; diretor do Programa de Competitividade da Ásia-Pacífico, no Instituto de Economia e Estratégia de Negócios (Hong Kong) e diretor da Enright, Scott & Associados, empresa de consultoria econômica e estratégica. O trabalho do professor Enright tem por foco a estratégia de negócios internacionais e competitividade regional. Ele já foi consultor de governos, agências multilaterais e empresas líderes em 30 países, aparecendo como orador de destaque em 37 países.

O trabalho de Enright tem sido divulgado em alguns dos principais meios de comunicação do mundo, caso de Wall Street Journal, Asian Wall Street Journal, Financial Times, Harvard Business Review, Far Eastern Economic Review, South China Morning Post,  Business Times, Yale China Review, New York Times, Washington Post, Financial Times, The Straits Times, The Economist, Newsweek, Business Week, Fortune, The New York Review of Books e Time, entre outros. Entre seus livros, destacam-se “China para o futuro: O sentido da economia mais dinâmica do mundo”, “Wiley 2008 e a Potência Regional: O maior rio Delta e a ascensão da China” e “Wiley 2005”. Antes de se mudar para a Ásia, em 1996, Enright viveu em Harvard, onde fez seus estudos de MBA e de doutorado, além de ter frequentado a Escola de Negócios de Harvard por seis anos.

ANDREW ALTMAN

Andrew Altman iniciou a função de chefe do executivo da Companhia Olympic Park Legacy,  em agosto de 2009. Ao longo dos próximos 25 anos, a Companhia irá planejar, desenvolver e administrar o Parque Olímpico, no Leste de Londres para se tornar, com o tempo, uma nova e próspera área da capital inglesa – um legado duradouro das Olimpíadas de 2012 e dos Jogos Paraolímpicos.

Antes de ir para a Inglaterra, Andrew Altman havia sido o vice-diretor de planejamento e desenvolvimento econômico e diretor de comércio a serviço da Prefeitura de Filadélfia (EUA), onde teve a função de coordenar o planejamento e as funções de desenvolvimento econômico daquela cidade. Ele também foi presidente da Altman Development LLC, em Nova York. Em nome da gestão Lubert Adler, a empresa de Altman liderou em grande escala projetos de desenvolvimento urbano. Anteriormente, ele foi o primeiro presidente e CEO da Anacostia Waterfront Corporation, em Washington, criada com o objetivo de orientar a revitalização de mais de 2.800 hectares de orla urbana. Andrew Altaman também serviu, em Washington, como chefe da agência de planejamento da cidade, onde liderou a iniciativa Anacostia Waterfront desde o início. Após mudar-se para Oakland, Califórnia, foi o diretor de planejamento da cidade e gerente de planejamento integral para a cidade de Oakland, também na califórnia, entre 1995 e 1999.

ALFONSO VEGARA

Alfonso Vegara é arquiteto, economista e sociólogo, com doutorado em Cidade e Planejamento Regional. É fundador e presidente da Fundación Metrópoli, parceiro e administrador da Fundação Eisenhower. Ensinou arquitetura e planejamento nas Universidades de Madri e Navarra, ambas na Espanha, e na Escola de Design da Pensilvânia (EUA). Também trabalhou como assessor do governo de Cingapura para o Projeto One North, assim como em cidades como Curitiba, Dublin, Bilbao, Casablanca e Sidney, entre outras. De 2002 a 2005, foi Presidente da Sociedade Internacional da Cidade e Planejamento Regional (ISOCARP). Em 2006, recebeu o prêmio Cidade Europeia e Planejamento Regional e, em 2007, o prêmio Jaime I de planejamento, paisagem e sustentabilidade, outorgado pelo Rei da Espanha. Sua pesquisa sobre planejamento urbano foi apresentada no livro “Territórios Inteligentes”.

 

DR SHI NAN

Shi Nan tem cerca de 30 anos de experiência em planejamento especializado em análise política e planejamento. Tem sido muito requisitado em trabalhos de planejamento e projetos de pesquisa, incluindo a revisão do National Planning Act de P.R. China, a estrutura para os Padrões e Normas de Planejamento Nacional, a Terminologia de Planejamento Urbano e Rural etc. Como editor chefe da revista acadêmica mais importante da China, City Planning Review, a seu comentário mensal é a leitura favorita para muitos planejadores da China. Entre os livros de sua autoria destacam-se “O Estado das Cidades da China” e “Algumas Observações e Relatórios sobre o desenvolvimento Urbano da China”.

Shi Nan é vice-presidente e secretário geral da Sociedade de Planejamento Urbano da China, organização nacional acadêmica e profissional daquele país. Também é vice-diretor do Comitê Nacional de Planificação da Educação e do Conselho Nacional para o Sistema de Planejamento Certificado. Shi Nan dá aula nas grandes universidades chinesas, incluindo Universidade de Zhejiang, Universidade de Nanjing, Universidade Tongji, Universidade Renmin da China, Universidade Huazhong da Ciência e Tecnologia, e Centro de Treinamento Nacional de Prefeitos da China etc. Tem sido também convidado a desempenhar as tarefas de assessor de planejamento dos governos das cidades de Harbin, Xi’an, Dalian e Shijiazhuang, entre outras. Tem larga experiência trabalhando com as principais organizações internacionais, incluindo o Banco Mundial, ONU-Habitat, UNDP, British Council, Fundações Rockefeller etc. Foi recém-eleito vice-presidente da Sociedade Internacional de Planejadores Urbanos e Regionais.


CHEONG-CHUA KOON HEAN

Cheong-Chua Koon Hean é a CEO do Conselho de Habitação e Desenvolvimento (CHD) e secretária adjunta no Ministério do Desenvolvimento Nacional. Ela supervisiona o desenvolvimento e gestão de cerca de 1 milhão de apartamentos de habitação pública em 26 cidades.

Cheong também foi a CEO da Autoridade de Redesenvolvimento Urbano (ARU), de 2004 a 2010. Tem vasta experiência em governança urbana, planejamento estratégico, desenho urbano e conservação. Coordenou as revisões de vários conceitos urbanísticos, como o do uso da terra de longo prazo de Cingapura e o plano de transporte, além de ter liderado a grande transformação de áreas fundamentais de crescimento, como Marina Bay e a Jurong Lake District.

Conhecida internacionalmente, Cheong esteve à frente dos esforços de planejamento para a sino-Singapura Tianjin Eco City, tendo sido nomeada conselheira ecológica para a nova área de Tianjin-Binhai, na China. Também é administradora do conselho de administração do Instituto Terra Urbana e dos painéis consultivos do Conselho Empresarial Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, caso do Plano Estratégico de São Paulo 2040.

Cheong-Chu Koon Hean recebeu inúmeras honras nacionais, caso das medalhas de Administração Pública (prata e ouro) e da medalha de meritória em razão do serviço público excepcional. Foi premiada como doutora “honoris causa” de Arquitetura e recebeu a medalha de convocação para a excelência profissional em 2010. O Fórum Internacional da Mulher também lhe atribuiu o prêmio de “Mulher que faz diferença” (2011).

Cheong hoje faz parte dos conselhos da HDB e do Jurong Port; antes, foi integrante dos conselhos da URA, da Companhia Jurong Town e do Conselho do Patrimônio Nacional.

ROBERT D. YARO

Bob Yaro é presidente e diretor-executivo do Regional Plan Association (RPA) o mais antigo e independente grupo de pesquisa, política metropolitana e advocacia dos EUA. Com sede em Manhattan, por quase um século tem promovido a habitação, a vitalidade e sustentabilidade da região metropolitana de Nova York, a maior região urbana do país. Ele também fundou e copresidiu a América 2050, iniciativa do RPA de criar um plano de desenvolvimento nacional e infraestrutura para os Estados Unidos.

Desde 2002, Yaro é professor de prática da Universidade da Pensilvânia (EUA). Antes havia lecionado na Escola de Design de Harvard e na Universidade de Massachusetts, em Amherst.

Ele é copresidente da Aliança de Negócios para a Mobilidade do Nordeste, que defende investimentos interurbanos e transporte ferroviário de alta velocidade entre Nova York e Boston. Também é membro do conselho consultivo de administração de sustentabilidade do prefeito Bloomberg, que ajudou a desenvolver PlaNYC 2030, plano de sustentabilidade de longo alcance de Nova York. Além disso, é copresidente do Empire State Transportation Alliance, que promove investimentos de trânsito na região metropolitana de NY, membro do conselho do Fórum de Design Urbano e membro honorário do Real Instituto de Planejamento Municipal.

Formado pela Universidade de Wesleyan (EUA), tem mestrado em Cidade e Planejamento Regional pela Universidade de Harvard. Além dos trabalhos em Nova York e Nova Inglaterra, ele tem sido consultor de planejamento urbano e regional em todos os Estados Unidos, Europa, China, Japão, Brasil, Turquia e África do Norte.

FRANCESC SANTACANA I MARTORELL

Na atualidade, Francesc Santacana ocupa os cargos de:

• Coordenador Geral do Plano Estratégico Metropolitano de Barcelona (1988)
• Vice-Presidente da Fundação “Conocimiento y Desarrollo” (Conhecimento e Desenvolvimento)
• Patrono da Fundação “Empezar Por Educar” (2011)
• Membro do Conselho de Administração para o Consórcio de Centros Hospitalares de Catalão
• Membro do Conselho da Fundação CreaFutur e da Fundação Poblet de Santa Maria
• Membro do Conselho de Consultoria para a “Revista Econòmica de Catalunya” e para a revista “Industry & Higher Education”
• Membro do Conselho de Consultoria para o Instituto de Praga

Com pós-graduação em Ciências Econômicas pela Universidade de Barcelona (1965), já foi:

• Diretor do Centro de Estudos do Serviço de Economia, Serviço de Estudos e Metalurgia Consultivo (CEAM) (1974-1988)
• Decano do Colégio de Economistas da Catalunha (1983-1989)
• Secretário-Geral do Centro Latino-Americano de Desenvolvimento Estratégico Urbano (CIDEU) (1993-1997)
• Membro do Conselho de Administração do Departamento de Transportes de Barcelona (1994-1997).
• Diretor do Parque Tecnológico Científico (durante o primeiro ano de operações)
• Diretor-Geral do Bosch i Gimpera Fundação da Universidade de Barcelona (1986-2001)
• Coordenador de Políticas do Grupo de Inovação e Criatividade (2001)
• Membro do Comité Consultivo para a revista “Barcelona Economia”, publicado pela Câmara Municipal de Barcelona
• Membro do Conselho de Governadores para o Instituto Catalão de Finanças (2003-2010)
• Vice-Presidente da Esade-Creápolis, S.L. (2005 -2011)
• Membro do Comité de Peritos sobre o Acordo Estratégico para a Internacionalização do Departamento de Economia e Finanças da Generalitat de Catalunya (Governo Autônomo da Catalunha)

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Um Comentário

  1. Tadeu Ulian
    Publicado novembro 29, 2011 em 8:21 pm | Permalink

    A qualidade de vida de qualquer cidadão está diretamente ligada a seu emprego e renda.

    Não há qualidade de vida a um desempregado, ainda que habite um imóvel repleto de verde em uma rua tranqüila toda arborizada.

    As premissas emprego–qualidade de vida–meio-ambiente são todas complementares entre si e, portanto, devem ser consideradas em igual importância.

    Precisamos descentralizar a Cidade, criar centralidades possíveis que absorvam o setor industrial, o comércio e o prestador de serviço, que façam aqui ser um bairro total.

    Moro no Jardim França localizado na Zona Norte de São Paulo desde a década de 70 e por causa deste modelo de Bairro Jardim estritamente residencial, o bairro de Tucuruvi não consegue desenvolver-se pois o Jardim França encontra-se localizado no centro do Tucuruvi, e o zoneamento não permite a criação de comercio e construção de prédios residências e comerciais no entorno do Jardim França.

    Nas décadas de 70 e 80 o Jardim França era um bairro de classe – media alta, habitado por empresários que possuíam suas atividades comerciais em outras regiões de São Paulo.

    Ocorre que a Zona Norte de São Paulo sempre foi considerada Bairro Dormitório, o que obrigava seus moradores a trabalharem e estudarem em outras regiões de São Paulo.

    Os moradores tinham poucas opções de empregos, negócios e lazer, sendo necessário deslocar-se de seus bairros em busca de oportunidades.

    Hoje o bairro possui poucos jovens durante a semana, e mesmo nos finais de semana, pois os mesmos não pretendem fixar residência no bairro, preferem casar e morar perto trabalho, esta situação esta esvaziando o Jardim França.

    A condição de bairro estritamente residencial esta fazendo com que as famílias fiquem fragmentadas, os pais estão ficando sozinhos, pois seus filhos optam por morar perto das oportunidades de emprego,escola,lazer.

    O que nas décadas de 70 e 80 era um diferencial hoje esta sendo motivo de decadência e desvalorização para as moradias do Jardim França

    Atualmente não podemos continuar a manter este modelo,precisamos descentralizar a cidade de São Paulo, criando mecanismos para cada bairro possa ser auto-suficiente, para que os moradores não precisem buscar oportunidades em outras regiões.

    Chega de atravessar a cidade em busca de oportunidades de negócios, empregos,diversão e lazer.

    Precisamos parar de levar recursos financeiros para outras regiões de São Paulo, tais como Zona Sul e Zona Oeste.

    Vamos investir em nossa região, para que possamos crescer e desenvolver oportunidades de negócios, gerando economia de tempo, dinheiro, combustível,e melhoria na qualidade de vida para os moradores da Zona Norte.

    Se tivermos comercio forte, moradia e emprego formaremos um tripé para um desenvolvimento econômico de nossa região.

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